Marcelo Zacarelli

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02 março 2011

O Sal da Lágrima


Salta do par, e...
Em silêncio declina
Pelo escorredor da face
Descansa tranqüila entre os lábios
Não seca o sal da lágrima doída;

Brota em um poço raso e vermelho
Escapa e se perde
No mapa desenhado pela vida
Antes que uma se vai
Outra se vem
São filhas bailarinas das meninas;

Se por dor ou por amor
Alguém a acordou
Do sono profundo do coração
Dotada de uma química estranha
No lenço ou papel veio absorver em vão;

Cava a alma à profunda extoro
O timbre da voz que tonteia
Balbucia na ignorada mansidão
A lágrima com o tempo insiste a secar
Porém o gosto extraído do sal
Adormece nos lábios de quem a provar.

Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli
Abril de 2008 no dia 29
Itaquaquecetuba (sp)

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